Como a família pode ajudar no ensino a distância?

Atualizado: há 7 dias

A família nunca teve um papel tão importante e ativo na vida acadêmica dos jovens. A pandemia acelerou a implementação urgente do EAD nas escolas privadas, sem a possibilidade de um período de adaptação. De um dia para o outro, todos os setores foram impactados e, na educação, o lar virou a sala de aula.


Como a família pode ajudar a criança no ensino a distância (EAD)?

Psicologicamente, é uma mudança difícil. Fora do ambiente escolar, diversos alunos não se sentem motivados ou não têm a disciplina necessária para focar no ensino da mesma maneira que teriam se estivessem no ambiente escolar. Por isso, a importância do papel ativo e do apoio da família.


Para que o processo de aprendizado não seja ainda mais comprometido com essas mudanças, separamos aqui algumas dicas que você pode sugerir aos responsáveis pelos alunos da sua instituição de ensino, para que colaborem com a eficácia da aprendizagem e do ensino remoto.


Boa leitura!


Potencialize a conexão alunos/professores


Uma das maiores dores que surgiram no contexto do EAD foi a falta de conexão entre alunos e professores. Grande parte dos estudantes acompanham as aulas com a câmera desligada, o que não permite a interação entre as partes envolvidas. Com a câmera desligada o aluno tem ainda menos incentivos para prestar atenção e mais margem para se distrair.


É essencial que as famílias incentivem a criança/adolescente a entender a importância de ligar a câmera durante as aulas. Além de tornar o momento mais dinâmico, é uma demonstração de apoio e respeito aos professores, que também estão em uma situação de adaptação e desafios do outro lado da tela.


Como foi mencionado, os responsáveis devem instigar o aluno a entender a importância dessa ação e não obrigá-lo, pois, isso pode causar ainda mais desconforto e piorar a experiência da aula.


Incentive pequenas pausas


Em sua maioria, os jovens já tinham o hábito de passar muito tempo em frente às telas, mas essa questão foi extremamente avolumada por conta da pandemia. Inúmeros estudos indicam que o ser humano precisa de um descanso dos dispositivos eletrônicos nessa nova rotina para evitar a exaustão no fim do dia e para melhorar a capacidade de concentração.


E qual é o segredo? Pequenas pausas entre aulas e períodos longos em frente às telas. Ir do computador para o celular e dos dispositivos móveis para a televisão não é sustentável para a saúde mental de ninguém, principalmente de jovens que estão em fase de desenvolvimento.


Uma pesquisa da Microsoft identificou que intervalos entre aulas e reuniões permitem que o cérebro “reinicie”, reduzindo assim o nível de estresse dos alunos. Fora isso, o levantamento também aponta que as pausas são extremamente benéficas para aumento do foco, envolvimento nas aulas e para a concentração.


Sendo assim, a família e os responsáveis devem incentivar essas pequenas pausas e a busca por atividades de descanso, como a leitura de livros, meditação, exercícios físicos, o não uso de celular durante as refeições, entre outras.


Prepare um ambiente de estudos adequado


Diversos alunos não ligam a câmera ou o microfone, pois muitas vezes se sentem vulneráveis ao fazê-lo. A criação de um ambiente adequado e que reconforte o aluno pode ser muito poderoso nesse momento.


Além disso, citamos também no começo deste texto que fora do ambiente escolar o aluno tem menos incentivos para estudar. Psicologicamente, o lar, na maioria das vezes, é visto como um local de descanso e entretenimento. Estudar em casa sempre foi visto como uma interrupção e como um exercício com diversas barreiras, portanto, é necessário pensar em iniciativas para transformar o cenário de uma forma tranquila e adequada.


Providenciar um local estruturado para os estudos pode ajudar muito nessa questão, principalmente se for fora do quarto. A mudança de ambientações em casa também faz muito bem no contexto atual, para que os alunos não passem o dia todo em um só lugar, que pode acabar se saturando e confundindo as situações.


Ter uma aula às sete horas da manhã do lado da cama pode ser uma armadilha. Fora que um mesmo local ser utilizado para estudo, entretenimento, momentos pessoais e dormir, pode criar barreiras que dificultem o foco em uma só atividade.


Ajude na criação de uma rotina


Essa questão serve tanto para os mais jovens, que ainda não aprenderam a interpretar as horas, como para os mais velhos que têm problemas de organização.


Uma rotina com referenciais e marcadores temporais pode ser essencial e uma grande aliada do ensino nesse momento.


Do mesmo jeito que nas escolas existem sinais que indicam o fim de um período, um momento de descanso e a hora do lanche, é uma boa ideia ter isso em casa também.


Um despertador no celular, por exemplo, para indicar um momento de descanso ou o início dos estudos. Além disso, quadros de rotinas podem ser muito úteis também já que facilitam a visualização do dia a dia.


Valorize os momentos em família


Por mais que o contexto seja de grandes mudanças e desafios, é importante tentar tirar o melhor dele. Atividades como cozinhar, jogos familiares, brincadeiras em casa, dentre outras, são alternativas pertinentes para o momento.


Com os jovens em casa, essas atividades podem ser exercidas com mais facilidade e com certeza resultarão em bons resultados no longo prazo. Além disso, funcionam como um bom momento de distração longe das telas também.


Planeje momentos de lazer


Se para alguns o problema é a falta de estudo, para outros é o estudo excessivo. Do mesmo jeito que tirar um tempo para descansar é importante, os momentos de lazer também são.


Aqui a criatividade é a chave. O incentivo a outras atividades, além da escola, são essenciais para a saúde mental dos jovens. A criação de ocasiões familiares que não existiam antes da pandemia é uma oportunidade.


Incentivo à leitura, busca por novos hobbies, demonstração de apoio e respeito são bons exemplos. Uma ótima alternativa aqui é alinhar a pausa das atividades de home office dos responsáveis com o intervalo escolar.


Apoie e tenha empatia


O momento é difícil para todos. A pandemia está durando muito mais do que era previsto e isso é desgastante. Muitas vezes o ensino acaba sendo prejudicado, pois, a saúde mental dos alunos está sendo consumida por tantos acontecimentos. Sendo assim, a pressão do lar é a última coisa que eles precisam nesses casos.


Os responsáveis devem conversar e entender o momento de cada um, ter paciência, se necessário buscar ajuda profissional, se mostrarem presentes e incentivar conversas com outros colegas.


Vale dizer também que as instituições de ensino estão sofrendo com uma evasão escolar muito grande por conta da descrença em relação à educação. Não há motivação para estudar e no longo prazo isso é muito perigoso, não deixe isso acontecer.


O caminho nunca é pela obrigação, mas sim pela compreensão. Tudo isso só vai dar certo se o aluno enxergar valor na proposta do ensino.


Conclusão


O momento é difícil, mas juntos podemos contornar ele. As escolas e os gestores escolares estão dando o seu melhor para que a educação não seja ainda mais prejudicada, mas ter o apoio dos familiares e responsáveis é essencial. Caso queira aprender a criar laços mais fortes com as famílias, temos o texto ideal para você. É só clicar aqui.


A educação deve ser vista como algo transformador e não como uma interrupção do dia a dia. A escola pode até ser o principal meio de educação e ensino dos jovens, mas tudo isso se perde caso não haja apoio e valor vindos do lar.


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