Impactos e desafios da digitalização do setor de educação

Atualizado: há 7 dias

A pandemia do novo coronavírus está alterando modelos de negócios e o comportamento de todos os setores ao redor do mundo. O que estava previsto para acontecer só nos próximos anos, em um longo prazo, foi antecipado e já vem sendo implementado nos últimos meses.

Impactos e desafios da digitalização do setor de educação

No mercado educacional não está sendo diferente. Instituições de ensino, gestores escolares e todo o corpo docente precisaram se adaptar urgentemente ao modelo remoto de trabalho, mudando a forma de se comunicar com as famílias, de elaborar o planejamento pedagógico, de ministrar aulas, de acompanhar o desenvolvimento dos alunos, entre outros fatores que fazem parte da rotina escolar.


Professores tornaram algum ambiente das suas casas em sala de aula, conteúdos passaram a ser assistidos por telas de celulares e computadores, mantenedores e gestores escolares trocaram as reuniões presenciais por videoconferências com os responsáveis, além de muitas outras transformações que estão sendo vivenciadas diariamente.


Todos esses impactos causados pela pandemia só reforçam que a educação não pode ficar parada no tempo. Em função de todo esse cenário atual, elaboramos este artigo para falar sobre a digitalização do setor educacional, um assunto de extrema relevância para todos os profissionais que atuam na área.


A seguir, você pode conferir estudos sobre o comportamento do mercado de educação durante e pós-pandemia da COVID-19 no Brasil, quais são os desafios dessas mudanças, principais vantagens de potencializar a modernização da sua escola e, ainda, dicas valiosas de recursos tecnológicos e fáceis de utilizar no dia a dia.


Não deixe de conferir. Boa leitura!


As tendências de digitalização da educação


O estudo “Digitalização, Resiliência e Continuidade dos Negócios: o que aprendemos com a pandemia da Covid-19”, desenvolvido pela Deloitte para a Cisco, analisou como quatro setores – educação, saúde, justiça e governo – enfrentaram os desafios da pandemia e como ferramentas digitais podem auxiliar numa melhor adaptação e maior resiliência. O relatório aborda ainda três cenários: pré-pandêmico, o período de resposta durante a crise e o pós-pandemia, com aprendizados e reflexões sobre os desafios futuros.


De acordo com a pesquisa, a educação básica poderá não ser mais totalmente presencial, mas sim um modelo híbrido entre o presencial e o online, com alguns modelos de educação apontando para o ensino colaborativo baseado em projetos e salas de aula “invertidas”. Veja abaixo mais detalhes sobre uma das tendências de digitalização do mercado educacional apresentadas.


Maior uso das tecnologias digitais na educação básica como legado da COVID-19


Antes da pandemia, o uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar era baixo: 52% dos alunos da rede privada no Brasil não usam nenhum dispositivo em sala de aula. Mesmo com a alta disponibilidade, a internet era usada apenas por 48% das escolas privadas antes da pandemia.


Desde então, o uso da tecnologia cresceu exponencialmente na educação, e agradou a imensa maioria dos alunos, com apenas 2% relatando alguma percepção negativa sobre o assunto.


Para os professores a mudança a longo prazo também foi positiva, por conseguirem flexibilizar suas práticas e, até mesmo, gerar renda extra com cursos online. Porém, no início da pandemia, mais de 80% declaram não se sentir preparados para trabalhar remotamente.


Apesar da falta de experiência com ensino remoto, a maioria dos responsáveis (70%) afirmou sentir um alto nível de preparo para ajudar seus filhos com atividades escolares online. Além disso, o índice de familiares que ajudam os filhos com o uso de aparelhos eletrônicos e tecnológicos aumentou de 33% antes da crise para 55% durante.


Mais de 80% deles acreditam que após a pandemia deveria haver um aumento de tecnologias no ensino, tendo uma visão otimista de que isso irá de fato acontecer.


De maneira geral, os problemas mais apontados estão relacionados muito mais ao processo de aprendizagem do que no uso de equipamentos e tecnologia.


A educação brasileira pós-pandemia


Em uma entrevista recente, veiculada no podcast “O Atraso da Educação Brasileira Pós-Pandemia”, o economista e palestrante Ricardo Amorim compartilhou um pouco da sua visão sobre o assunto.


O primeiro ponto que o Ricardo traz é que não podemos considerar o EAD atual um avanço. No geral, o professor acabou transformando uma aula que era presencial em uma online. Isso não é uma evolução e sim uma adaptação em que os professores estão em uma posição prejudicada para lecionar e os alunos em uma situação no qual, muitas vezes, não tem acesso às aulas ou se interessam ainda menos pelo que está sendo ensinado.


Além disso, Ricardo aponta que com o bom uso da tecnologia os professores poderiam exercer muito mais o papel de tutor. Todo o conteúdo poderia ser transmitido através de alguma ferramenta digital, por exemplo, e os professores poderiam focar não só em ajudar o aluno a entender o que foi passado, como também em trabalhar nas barreiras que impedem alunos específicos de absorver alguma matéria.


Benefícios da digitalização da educação


Inovar ou se ajustar à nova realidade significa investir em ferramentas tecnológicas sempre atualizadas. Um relatório publicado pelo Gartner, em 2019, indica que os recursos destinados à tecnologia por governos e empresas privadas no cenário educacional podem alcançar US$ 670 bilhões até 2023.


Diante dessas informações e dados, listamos abaixo alguns benefícios e motivos que vão te inspirar a querer modernizar cada vez mais a sua escola:


. Aulas mais atraentes

Pode-se notar que há um diálogo muito maior com os jovens quando se utiliza algum tipo de comunicação digital ou meio inovador. O ensino passivo apenas com a lousa está se tornando cada vez mais obsoleto. Dito isso, as tecnologias disponíveis oferecem inúmeras possibilidades que podem ser exploradas e usadas no dia a dia do professor e dos alunos, a fim de capturar o interesse e manter os estudantes engajados com o conteúdo apresentado em sala de aula.


. A tecnologia rompe os limites físicos

A integração com fins educativos tecnológicos entre alunos e professores pode ser muito benéfica para todo o ecossistema escolar. O compartilhamento de informações ou conteúdos interativos acaba sendo simples e consegue ser mais expansivo. Isso tudo possibilita a continuidade do ensino fora do ambiente escolar de forma extremamente enriquecedora.


. Economia de tempo e dinheiro

A digitalização do setor de educação vai além do uso de notebooks ou tablets para a ministração de aulas. A burocracia gasta para gerir a escola também pesa na conta de tempo, um dos bens mais valiosos. Por que gastá-lo executando tarefas burocráticas como impressão de boletos, preenchendo tabelas confusas com dados dos alunos se já existe uma solução que pode cuidar disso por você?


Com isaac, você tem uma gestão escolar incrivelmente simples, ficando bem longe da burocracia e colocando um ponto final na sua dor de cabeça. Assim, consegue ter mais tempo de qualidade para focar no que realmente importa: educar.


. Aumento da captação e fidelização de alunos

A tecnologia na educação pode ser um diferencial muito forte para captar novas matrículas e fidelizar alunos. Afinal, escolas modernas e com mais ferramentas tecnológicas de ensino demonstram uma preocupação em se manter atualizadas e adaptadas à realidade, proporcionando a melhor experiência para a comunidade escolar, estando preparada para atender às necessidades em qualquer cenário ou situação.


Dicas de ferramentas tecnológicas para usar em sua escola


Para você começar hoje a deixar sua escola mais tecnológica e moderna, temos algumas recomendações de recursos gratuitos e simples para você sugerir ao corpo docente e utilizar no dia a dia da sua escola.


Kahoot: com essa plataforma você consegue criar quizzes online e de forma interativa para os alunos participarem com o celular. É possível realizar pequenas provas e atividades com essa ferramenta de forma divertida e estimulante.


Mentimiter: essa é mais uma plataforma que permite o uso do celular para o aprendizado. Com ela, você pode criar “nuvens de palavras" com inserções que os alunos mandam por seus dispositivos. Os estudantes escrevem pelo celular e as palavras vão se juntando em uma mesma tela para todos verem. A partir daí, todas as ideias ficam juntas e as mais repetidas aparecem em destaque, possibilitando a identificação de tendências.


Criação de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA): esse meio pode ser muito útil para o compartilhamento de materiais extras, fóruns de discussão ou mural de avisos. É um artifício a mais que o professor pode utilizar para realizar uma interação mais rica com os alunos. Em aplicativos gratuitos, como o Telegram, por exemplo, o educador consegue criar grupos onde só ele tem permissão para escrever, deixando assim o fluxo mais organizado.


Conclusão


A partir de tudo isso, pode-se concluir que a digitalização do setor de educação deve ser vista como uma aliada do gestor escolar e do corpo docente, e não como uma concorrente, justamente por ser uma ferramenta que chegou para potencializar o desenvolvimento da instituição de ensino.


Portanto, sabendo da importância desse tema para o segmento educacional, te convidamos a assistir a gravação do curso 100% online e gratuito que realizamos sobre “Digitalização da Educação”, da isaac universidade: clique aqui para conferir no YouTube.


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Você não vai querer deixar sua escola no passado, né?

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